Mitos e lendas: PUBLICAÇÃO SEMANAL: CAPÍTULO 17
Capítulo 17 – Sa...: PUBLICAÇÃO SEMANAL: CAPÍTULO 17 Capítulo 17 – Sangue puro O serviço de demolição era muito minucioso. Não bastava força,...
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
PUBLICAÇÃO SEMANAL: CAPÍTULO 17
Capítulo 17 – Sangue puro
O serviço de demolição era muito
minucioso. Não bastava força, precisávamos de delicadeza a fim de não causar
danos ao que estava atrás da parede. Depois de meio dia de serviço conseguimos
finalmente abrir uma passagem que se abria para outro beco sem saída.
Estava muito escuro, mas logo nossos olhos se
adaptaram e fomos capazes de enxergar tudo com perfeição. As paredes estavam
cobertas de símbolos esculpidos em baixo relevo. Era muito úmido e o ar estava
parado, cheirando a séculos de isolamento, mas definitivamente não era o que
procurávamos.
Sebastian foi o primeiro a se
pronunciar.
“Parece que encontramos mais uma
peça do quebra-cabeça.”
Então suspirou desapontado.
“É uma pena! Pensei que estávamos
chegando ao final.”
Entendia o desapontamento que podia
ver no rosto de cada um, mas não conseguia sentir a mesma coisa. O silêncio e o
vazio me davam medo, como se algo estivesse nos esperando.
Comecei a caminhar para a parede
oposta ao lugar onde estávamos e acabei tropeçando em algo, soltei um grito de
susto e logo Alex estava ao meu lado.
“Tudo bem, Mel?”
“Tudo. Foi só um tropeção.”
“Bem, então vamos ver o que temos
aí.”
Ao nos abaixarmos vimos que se
tratava de um círculo que se assemelhava a um enorme lacre. Quando nos
preparávamos para tocá-lo Natália gritou:
“Esperem!”
Ficamos imediatamente paralisados
aguardando uma explicação. Ela se aproximou mais andando ao redor do círculo.
“Existem inscrições aqui que
precisam ser traduzidas.”
Sebastian foi o primeiro a falar:
“Você conhece a língua?”
“É a mesma do selo, mas preciso de
um pouco de luz, certos pontos precisam ser analisados com cuidado.”
Agora foi a vez de Alex.
“Espere só um minuto.”
Então saiu correndo e logo após
retornou com uma grande lanterna nas mãos.
“Isto serve?”
“Será perfeito.”
Enquanto Natália trabalhava e Alex
segurava a lanterna decidi olhar as paredes. Estavam repletas de desenhos, com
pessoas vestindo capas, encurralando monstros. Era assustador. Minha
concentração era tamanha que dei um pulo de susto quando Natália falou.
“Certo, já posso dizer o que está
escrito.”
Então parou fazendo um suspense, mas
vendo a impaciência em cada face decidiu seguir em frente.
“Consegui traduzir em linhas gerais,
alguns termos são meio obscuros. Vamos lá então:
Chegará o dia em que a mais pura da espécie surgirá.
Ela
libertará o mal e aumentará seu poder.
O
mundo sofrerá, inocentes pagarão.
Mas
eis que uma força maior fará o bem prevalecer.”
Fui a primeira a perguntar:
“O que isso quer dizer exatamente?”
Enquanto esperava a resposta de
Natália estremeci ao lembrar-me da alucinação, ela falava em sangue puro.
“É uma profecia, mas não precisa ser
interpretada ao pé da letra. Provavelmente estavam só externando seus medos. Os
povos antigos eram muito supersticiosos.”
Tentei permanecer impassível diante
da profecia, mas não conseguia parar de pensar nas semelhanças entre o que
aconteceu de madrugada e o que estava escrito ali. Para ajudar, as pinturas na
parede pareciam muito com a figura que eu achava ter visto.
Alex acabou por me arrancar de meus
pensamentos.
“Bem, acredito que agora já podemos
tentar remover este lacre.”
Todos concordaram com a cabeça. Nos
posicionamos e o arrastamos com cuidado a fim de não danificá-lo. Em seu lugar
surgiu um buraco profundo. Não conseguíamos ver o seu fim.
Um ar fétido e acre agredia
violentamente nosso olfato. Estremeci só de imaginar que precisaríamos descer
por ali. Alex percebeu meu desconforto e segurou minha mão enquanto falava:
“Acredito que não temos outra
alternativa além de descer...”
Sebastian concordou imediatamente.
“Você está certo, não chegamos até
aqui para desistir.”
“Mas não precisamos descer todos de
uma vez.”
“Certo, eu vou na frente para sondar
o terreno.”
“Você acha seguro descer sozinho?
Posso ir junto.”
Não estava gostando daquela
conversa, eles estavam literalmente deixando a mim e Natália de fora.
“Hei! Esperem aí! Eu e Natália
trabalhamos duro para chegar até aqui, também queremos ir.”
“A Mel está certa.”
Alex segurou meus ombros e olhou em
meus olhos enquanto falava.
“Mel, seja razoável. Não sabemos
sequer a profundidade deste buraco. É mais seguro que vocês esperem aqui.”
“Com isso você está admitindo que
pode ser perigoso? Porque se for isso então pode ter certeza que eu vou. Não
vou deixar que desçam sozinhos, vocês podem precisar de ajuda.”
“Você já considerou que, caso
precisemos de ajuda, vocês podem ser mais úteis daqui de cima?”
“Se é assim, então vamos nós dois.
Sebastian pode ser de mais ajuda do que eu.”
Meu pai decidiu entrar na discussão.
“Você não vai, Mel. Eu sou seu pai e
chefe dessa pesquisa, a decisão final cabe a mim.”
Dei um suspiro de resignação. Pelo
seu tom de voz sabia que não haveria espaço para argumentação. Ele faria
qualquer coisa para me deixar em segurança.
Foi meu pai quem tentou descer
primeiro. Vimos algo muito estranho acontecer. Ele simplesmente ficou em pé no
espaço vazio onde outrora estivera o círculo, não conseguia descer. Era como se
o chão ainda estivesse debaixo de seus pés. Totalmente surpreso, ficou ali
parado enquanto olhávamos boquiabertos.
“É como se eu pudesse flutuar. Não
sinto nada sob meus pés, mas não consigo descer.”
Natália e Alex também tentaram e
obtiveram o mesmo resultado.
Enquanto discutiam sobre o assunto
pude ouvir o sussurro novamente.
“Melissa, estamos esperando!”
Tentei permanecer o mais normal
possível, não queria ter que revelar a todos minha loucura. Então continuei
escutando uma voz rouca e fraca, que parecia estar em agonia.
“Tão perto! Você está tão perto,
Melissa!”
Isso se repetiu por três vezes e
então o silêncio voltou e eu pude relaxar um pouco.
Não queria me aproximar muito do
buraco, mas sentia necessidade de contato com Alex então fui me achegando e
peguei sua mão. Aquilo me reconfortou.
Ninguém sabia o que fazer. Era algo
completamente diferente do que todos conheciam. A conversa passou a girar em
torno de suposições. Como não tinha formação suficiente para acompanhar o
raciocínio acabei me perdendo e deixando apenas que meu corpo se aproximasse
mais de Alexander e aproveitasse o contato.
Não estava preparada para o que aconteceria.
Foi o grito mais horrendo que já havia ouvido.
“VENHA, MELISSAAAA!!!”
O susto fez com que pulasse para
trás, bem em cima do buraco. Comecei a cair sem ter tempo de processar o que
estava acontecendo. Continuava a ouvir as vozes, agora exultantes.
“Ela conseguiu! O sangue puro
quebrou a magia!”
Não sei por quanto tempo caí, mas quando
cheguei ao chão permaneci de olhos fechados, não queria ver o que estava ao meu
redor. Pude ouvir a voz de Alexander e entrei em pânico. Sabia que agora todos poderiam
descer, mas não o queria ali comigo, era perigoso.
“Eu estou bem!”
“Tem certeza? Vou tentar descer.”
domingo, 25 de dezembro de 2011
Mitos e lendas: PUBLICAÇÃO SEMANAL: CAPÍTULO 16Capítulo 16 – O ...
Mitos e lendas: PUBLICAÇÃO SEMANAL: CAPÍTULO 16
Capítulo 16 – O ...: PUBLICAÇÃO SEMANAL: CAPÍTULO 16 Capítulo 16 – O selo Estar na sala de Alex era um alívio. O sentimento de pavor desapare...
Capítulo 16 – O ...: PUBLICAÇÃO SEMANAL: CAPÍTULO 16 Capítulo 16 – O selo Estar na sala de Alex era um alívio. O sentimento de pavor desapare...
PUBLICAÇÃO SEMANAL: CAPÍTULO 16
Capítulo 16 – O selo
Estar na sala de Alex era um alívio.
O sentimento de pavor desaparecera, apesar do sussurro não querer abandonar
meus pensamentos. Nem mesmo o sabor do sangue quente descendo pela minha
garganta conseguiu apagar minhas memórias.
“Alex?”
“Pode falar, Mel.”
“Por que será que estou ouvindo
estes sussurros? Estou ficando assustada...”
Alex se aproximou e me abraçou.
“Não tenho explicação para o que
está acontecendo, mas acredito que em breve descobriremos. Você não precisa
ficar assustada, estarei sempre ao seu lado.”
Esta promessa era reconfortante. Mesmo
assim estava inquieta.
“Sei que você não deixaria nada de
ruim me acontecer, mas aquele sussurro é arrepiante.”
“Então vou ter que ajudá-la a
esquecer.”
Nem cheguei a responder, pois Alex
começou a beijar minha boca e eu me agarrei a ele com urgência.
Quando dei por mim já estávamos deitados no
sofá e Alex acariciava meu rosto, descia com as mãos pelo meu pescoço e colo e
depois traçava o mesmo caminho com os lábios.
Estava
ficando fora de mim. Queria poder colar meu corpo ao seu sem barreiras. Coloquei
as mãos por baixo de sua camisa para poder sentir sua pele, seus músculos e
estava prestes a tentar tirar o tecido que me impedia de ter mais contato
quando o celular dele tocou.
Enquanto
Alex atendia tentei me recompor sem conseguir esconder a expressão de
frustração. Ele percebeu meu estado de espírito e sentou ao meu lado enquanto
acariciava minhas costas. Consegui prestar atenção apenas ao final da conversa.
“Não
saia daí que já estamos indo.”
Assim
que ele desligou não contive minha curiosidade.
“Quem
era? Onde exatamente estamos indo?”
“Era
Natália. Ela conseguiu decifrar o selo.”
Percebi
uma excitação diferente em sua voz e pude entender. Também fiquei excitada com
a notícia, talvez estivéssemos prestes a ter acesso a algo desconhecido pela
humanidade.
O
carro de Alexander parecia voar pela estrada, não tive coragem de olhar o velocímetro;
preferia não ver o que ele estava marcando. Logo estávamos entrando na sala de
Natália.
Meu
pai já estava lá. Parece que todos estavam trabalhando muito além do horário
normal. Foi ele quem iniciou a conversa.
“Que
bom que vocês conseguiram chegar rápido. Achei desnecessário convocar o
restante da equipe, então seremos só nós. Natália, por favor, pode começar.”
“Não
tive tempo de preparar uma apresentação, mas acredito que vocês serão capazes
de me acompanhar. Mel, qualquer dúvida é só perguntar.”
Assenti
com a cabeça, talvez aquilo fosse avançado demais para mim. Mesmo assim queria
ouvir, estava extremamente curiosa.
“O
selo estava codificado, por isto demorei tanto para identificar a linguagem, é
grego antigo, nada muito complicado. Não posso precisar a data em que foi
escrito, apesar da linguagem usada ser a dos primeiros Dácios, pode ter sido
feito em qualquer época do império por conhecedores das tradições.”
Ficamos
com a respiração suspensa, aguardando a grande revelação.
“Bem,
vamos ao que interessa. O texto parece um aviso. Escutem e julguem por si
mesmos.”
O que os deuses aqui selaram, aqui deve
permanecer
Se o sangue puro se aproximar a
escuridão prevalecerá
Afastem-se aqueles que buscam o poder
Aqui estes encontrarão a morte.
Fez-se
um pequeno silêncio. Senti um arrepio percorrer todo o meu corpo. Aquele texto
me pareceu um mau agouro. Alexander decidiu se pronunciar:
“Certamente
é um aviso, mas não podemos levá-lo ao pé da letra.”
Sebastian
concordou.
“É
óbvio que não. Este selo nos deu certeza de que há algo atrás daquela parede.
Precisamos descobrir o que é.”
Natália
também estava empolgadíssima.
“Pode
ser o que temos procurado. Estes avisos sempre aparecem em tumbas antigas,
cheios de maldições infundadas.”
Queria
poder dizer que precisavam levar este selo mais a sério, considerar o que ele
estava dizendo, mas não pude. Baseada em que contestaria três especialistas? No
meu sexto sentido? Era melhor ficar calada.
Alex
segurou minha mão e retomou a palavra.
“Ótimo,
então amanhã vamos remover aquela parede.”
Todos
concordaram, eu me mantive em silêncio. Estava tão preocupada que me assustei
quando meu pai se dirigiu a mim.
“É
melhor ir para casa então, Mel. O dia será exaustivo.”
Resolvi
não discutir. Ele sabia perfeitamente que éramos capazes de agüentar esse ritmo
de trabalho sem problemas. Estava claro que só queria me mandar para casa de
forma educada.
“Tudo
bem, mas Alex vai me levar.”
Pegamos
a estrada e rapidamente chegamos em minha casa. Não queria entrar, precisava
contar a Alex meus temores.
“Alex,
preciso confessar uma coisa...”
Ele
não se pronunciou, apenas ficou me olhando repleto de carinho, isto me
encorajou.
“Não
estou segura quanto aquele aviso. Talvez devêssemos ir devagar.”
“O
que exatamente está incomodando você?”
“Primeiro
os sussurros, eles me dão medo. Depois, tenho a sensação de que realmente há
algo ruim ali. Não sei se deveríamos trazer isso ao mundo.”
“Mel,
meu amor, provavelmente há um poder milenar encerrado naquele lugar, mas já
está preso ali há muito tempo. É algo que não pode nos fazer mal.”
“Como
você pode ter tanta certeza?”
“Se
forem mesmo nossos antepassados, provavelmente estão mortos. Foram caçados e
exterminados, daí o aviso, quem os colocou ali sabia o que eram.”
“Mas
não temos certeza do que realmente está atrás daquela parede. O que quer que
seja sabe o meu nome.”
“Nunca
saberemos se não derrubarmos a parede. Os povos eram cheios de superstições. As
tumbas egípcias sempre continham avisos e maldições desse tipo. Quanto aos
sussurros, realmente não sei explicar, mas é possível que consigamos uma
resposta lá dentro.”
Ele
tinha razão, mesmo assim estava com medo e Alex percebeu isso. Abraçando,
beijou-me demoradamente.
“Mel,
você tem total liberdade de escolher não estar na caverna quando a parede for
derrubada.”
Por
alguns segundos esta idéia me agradou, depois pensei em deixar Alexander
sozinho naquele lugar e senti um grande pavor. Apertei mais o nosso abraço.
“Estarei
lá, Alex.”
“Então
tente descansar um pouco. Gostaria de fazer algo para ajudá-la a relaxar...”
Seus
lábios começaram a descer pelo meu pescoço enquanto suas mãos acariciavam meus
quadris.Eu me senti amolecer.
“...Mas
infelizmente não posso. Sebastian está esperando por você.”
Seu
sorriso era arrebatador. Parecia se divertir com o poder que exercia sobre mim.
Olhei para ele reclamando.
“Assim
não vale! Você provoca e depois sai correndo...”
“Paciência,
Mel! Paciência! Tudo ao seu tempo...”
Achei
melhor não discutir. Apenas saí batendo a porta do carro e deixando Alex rindo
atrás de mim. Paciência! Odiava ouvir aquela palavra!
Meu
pai estava sentado em uma poltrona na sala, nem se deu ao trabalho de disfarçar
que estava ocupado com alguma coisa. Apenas me recebeu e depois se retirou para
o quarto. Isto me deixou ainda mais nervosa. Meu namorado se recusava a transar
comigo, meu pai estava bancando o super protetor e eu estava ouvindo vozes. Estava
ficando difícil lidar com isso tudo.
Precisava
relaxar, tentar encontrar um ponto de equilíbrio antes que explodisse. Gostaria
que minha mãe estivesse aqui, só para poder desabafar.
Não
podia ficar ali lamentando pelo que não tinha. Entrei no quarto e acabei
decidindo que um banho quente poderia clarear meus pensamentos. Mas hoje queria
algo mais do que uma ducha rápida. Assim, coloquei a hidromassagem para encher
e procurei no banheiro por sais de banho.
Quando
a água quente tocou meu corpo soube que tinha tomado a decisão certa. Aos
poucos fui sentindo meus músculos se descontraírem e minha irritação foi dando
lugar a uma deliciosa letargia. Todo o dia foi ficando para trás. Não queria
mais pensar em nada, apenas sentir.
Não
sei dizer ao certo o que aconteceu. Tenho certeza de que não dormi, mas o
cenário ao meu redor foi se modificando. Aos poucos a fumaça do banheiro ficou
densa, tanto que não conseguia enxergar mais nada ao meu redor. Depois foi se
dissipando e eu não estava mais na banheira e sim no alto de uma montanha,
usando apenas um fino vestido de seda enquanto o vento balançava meus cabelos.
Vi
alguém se aproximando, mas não senti medo. Não sabia se era homem ou mulher. Usava
uma capa que lhe encobria as formas e o rosto. Quando parou à minha frente vi
que era uma mulher, a mais linda que já vira na vida, com olhos violeta e a
pele aveludada, estava tomada por uma luz tranqüilizadora.
“Que
bom tê-la aqui, Mel.”
Ela
sabia o meu nome, mas isso não pareceu estranho. Aliás, nada ali parecia estranho. Era como se tudo
fosse como deveria ser.
Apenas
sorri em reposta.
“Você
sabe que aquela parede não pode ser derrubada, não sabe?”
“Sei,
mas não tenho como impedir.”
“É
claro que não. Entretanto precisa saber que lá existe um grande perigo. Precisa
tomar cuidado com seu sangue, não pode deixar sangue puro se aproximar do que
está encerrado ali.”
“Como
assim? Sangue puro? De quem?”
“O
seu, Mel.”
“Meu
sangue não pode ser puro. Você sabe quem eu sou? Sabe no que me transformei?”
“Toda
linhagem encerra pureza e força. Seu sangue carrega esta pureza e o de Alex
carrega a força. Cuidado! Vocês dois precisam tomar cuidado! A herança que
carregam no sangue pode não só salvar, mas também destruir. Não desconsidere o
aviso que há no selo!”
Enquanto
pensava o que havia escutado a mulher desapareceu e eu estava novamente na
banheira, sem entender nada. Agora eu estava tendo alucinações, só podia ser.
Antes de ficar histérica senti minha garganta queimar, estava com fome. Então
era isso: fiquei muito tempo sem me alimentar, passei por acontecimentos
stressantes e comecei a imaginar coisas. Era melhor me alimentar antes que isso
piorasse.
Fui
para a cozinha, peguei uma garrafa de inox no freezer, despejei em uma caneca e
coloquei no microondas. O líquido vermelho desceu aliviando minha garganta e espalhando
calor por minhas veias. Era uma sensação maravilhosa! Só perdia para os beijos
de Alexander.
Pensar
em Alex fez com que me lembrasse daquela alucinação esquisita. Sabia que havia
algo de errado naquela caverna, mas entrar em transe e receber um aviso sabe-se
lá de quem já era loucura. Além do mais aquilo tudo não fazia sentido. Podia
ter muitas coisas, mas certamente meu sangue não era puro. Estava impressionada
com o aviso contido no selo.
As
horas custaram a passar. Mantive-me ocupada conectada à internet, buscando
notícias dos amigos que deixei no Brasil e respondendo os inúmeros emails de
tia Sônia, os quais vinha evitando até então.
Logo
que o sol começou a nascer abri a porta do armário para decidir o que vestir.
Hoje
presenciaria uma demolição. Pensando nas implicações práticas deste tipo de
evento escolhi um jeans preto, tênis bem confortáveis e uma blusa de gola alta
verde musgo. Prendi os cabelos em um rabo de cavalo e olhei no espelho para
verificar o resultado. Estava muito bonita, isso me deixou feliz, ultimamente
me preocupava com a forma que era vista por Alex.
Ouvi
um carro se aproximar e sabia que era Alexander. Desci correndo as escadas. Já
estava abrindo a porta antes mesmo que ele houvesse acabado de estacionar.
Joguei-me
em seus braços antes que tivesse chance de dizer alguma coisa e o beijei como
se não nos víssemos há tempos. Sebastian nos interrompeu com um pigarro. Sem a
menor vergonha me virei e ainda segurando a mão de Alex o conduzi para dentro
de casa.
Depois
de tomar uma garrafa de sangue bem quente entramos no carro e nos dirigimos
para a caverna. Sebastian seguiu logo atrás, também queria estar presente
quando a parede fosse derrubada. Natália também estaria lá caso precisassem de
seus conhecimentos. O restante da equipe aguardaria no laboratório pronta para
começar a analisar o material coletado.
Quando
estacionamos no Castelo Alex abriu a porta do carro para mim e estendeu a mão.
Sabia que ele estava tentando me apoiar depois que revelei a ele meu desconforto.
Seguimos
pela trilha controlando a velocidade. Precisávamos parecer normais. Quando
chegamos, parei à porta da caverna. Tudo ali estava silencioso, até o vento,
tão forte por ali, estava parado, como se a natureza soubesse que algo estava
para acontecer.
Sacudi
a cabeça. Estava deixando minha imaginação ir longe demais, daqui a pouco
estaria alucinando de novo. Já tinha sido difícil esconder de Alex o que havia
acontecido durante a madrugada, não era muito boa em omitir as coisas. Se
entrasse em transe agora teria que revelar toda minha loucura. Definitivamente
este não era o momento ideal para deixar todos preocupados com minha sanidade.
Alex
percebeu minha hesitação e apertou meus ombros.
“Pronta?
Tem certeza de que quer entrar aqui?”
Por
alguma razão desconhecida a simples possibilidade de deixar Alexander sozinho
naquela caverna me apavorava.
“Eu
vou entrar.”
Entramos e nos juntamos a Sebastian e Natália
a fim de iniciarmos os preparativos para derrubar a parede. Só nós
trabalharíamos hoje.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Mitos e lendas: PUBLICAÇÃO SEMANAL: CAPÍTULO 15Capítulo 15 – O ...
Mitos e lendas: PUBLICAÇÃO SEMANAL: CAPÍTULO 15
Capítulo 15 – O ...: PUBLICAÇÃO SEMANAL: CAPÍTULO 15 Capítulo 15 – O chamado Antes de sairmos a campo Alex precisou participar de uma reunião...
Capítulo 15 – O ...: PUBLICAÇÃO SEMANAL: CAPÍTULO 15 Capítulo 15 – O chamado Antes de sairmos a campo Alex precisou participar de uma reunião...
PUBLICAÇÃO SEMANAL: CAPÍTULO 15
Capítulo 15 – O chamado
Antes de sairmos a campo Alex
precisou participar de uma reunião com a equipe interna. Como minha presença
não era necessária decidi esperar no laboratório.
Eu estava sem ocupação. O tempo
parecia se arrastar e comecei a ficar impaciente. Decidi dar uma volta.
Só quando estava do lado de fora do
laboratório percebi a besteira que estava fazendo. Podia sentir o cheiro de
sangue no ar, o calor do corpo das pessoas que ali trabalhavam. Como poderia
resistir a isso? Infelizmente era tarde demais para voltar atrás. Catalina vinha
em minha direção. Fiquei parada sem mover um músculo, sem ousar respirar. Será
que eu era forte o bastante para passar por isto? Em instantes descobriria.
“Mel?” Catalina se aproximou
percebendo claramente as mudanças em meu corpo.
“Oi.”
“Nossa! O que aconteceu com você?”
“Como assim? Fiquei doente, mas já
estou bem.”
“Mas você não se parece com alguém
que esteve doente. Parece mais com uma super modelo!”
“Você não acha que está exagerando?
Confesso que o tratamento intensivo e algumas vitaminas me fizeram muito bem,
mas ainda sou a mesma...”
“Uau! Preciso de um tratamento
desses.”
“Espero sinceramente que nunca
precise.”
Disse isso mais para mim mesma.
Gostava de Catalina e não desejava que mais ninguém tivesse que passar por uma
experiência tão bizarra.
“Foi tão ruim assim?”
“Adoecer nunca é bom.”
Catalina parou para pensar por
alguns segundos. Enquanto isso, me concentrei nas batidas de seu coração. Por
alguns instantes pude me imaginar correndo atrás dela, dominando-a, vendo seu
rosto coberto de medo no momento em que meus dentes se aproximavam de seu
pescoço. Repeli o pensamento com fúria, eu desejava que aquilo acontecesse. Eu
era um monstro?
“Mel, onde você esteve esse tempo
todo? Ligamos para sua casa, mas ninguém atendeu.”
“Passei umas horas em observação
aqui na ala médica e depois fui para a casa de Alexander. O clima lá é melhor.”
“Alexander? Um dos pesquisadores
principais? Aquele deus? Você ficou na casa dele? Só vocês dois?”
“Fiquei. Por que?”
“Porque ele é simplesmente
maravilhoso e inacessível. Nunca ouvi ninguém falar que esteve na casa dele.”
“Não tem nada demais.”
“Ok, mesmo assim quero saber
detalhes. Vamos fazer um lanche enquanto você me conta tudo.”
Não seria uma boa idéia sair
fingindo que estava lanchando com Catalina, ainda não estava preparada para
isso. Sem falar que resistir a uma pessoa era uma coisa, mas não sabia quantas
mais encontraríamos.
“Acho melhor não.”
“Por que não? Natália já te
sobrecarregou de trabalho?”
“Não estou mais trabalhando com
Natália. Preciso ficar perto do laboratório, quando terminar a reunião de Alex
vou com ele para a caverna.”
Catalina ficou me olhando incrédula.
“Espera aí! Agora você não me
escapa. Alex? Desde quando alguém o chama assim além dos pesquisadores mais
importantes? E vai trabalhar com ele na caverna? O que está acontecendo?”
Ela falava muito rápido, despejando
as perguntas uma atrás da outra. Eu não fazia a menor idéia de como responder,
por fim decidi pela verdade, ao menos a parte que era possível contar.
“Olha Catalina, Alex e eu estamos
saindo...”
Ela nem me deixou acabar de falar.
“Vocês estão saindo? Desde quando?
Se me lembro bem vocês mal se falavam! Ele deve ser incrível, não? Pobre Nic,
vai ficar desolado. Ele estava a fim de você sabia?”
Eu já desconfiava... Mas rejeitei as
evidências para não ter que lidar com o problema.
“Digamos que quando fiquei doente
algo despertou em nós.”
“Que incrível! Mas é sério? Vocês
estão namorando ou só ficando?”
Não podia revelar a intensidade do
que estava acontecendo, isso a assustaria ou passaria meu atestado de loucura.
“Acho que estamos namorando, mas não
é nada sério. Está só naquela fase inicial sabe?”
“Seu pai já sabe?”
“Acredite, não dá para esconder nada
de Sebastian.”
“Como ele reagiu?”
“Não ficou muito feliz, mas também
não proibiu.”
“Já é um começo. Precisamos sair
para conversarmos mais! Quero saber detalhes. Que tal hoje à noite?”
“Hum! Hoje marquei de fazer compras
com a Natália. Que tal amanhã no final do dia? Vou dar uma passada aqui antes
de ir embora para conversarmos.”
Sabia que não conseguiria me livrar
dela sem responder algumas perguntas, mas também não queria ficar muito tempo
longe de Alexander. Além do mais, isso me daria um dia para pensar o que
contaria, perguntar a Alex o que poderia contar.
“Ok. Vejo você amanhã.”
Catalina foi embora e eu voltei para
o laboratório. Precisava aprender a contar boas mentiras, afinal teria que
parecer normal para o resto do mundo. Nic estava me preocupando um pouco pois
não sabia como ele reagiria ao meu namoro com Alex.
Enquanto pensava em tudo que acontecera
ouvi passos se aproximando. Pude sentir o perfume de Alexander, isso me fez
esquecer de todo resto. Ele entrou no laboratório seguido de uma equipe de
técnicos. Deu-me seu melhor sorriso, se aproximou e segurou minha mão. Seu
toque tinha o poder de apagar todas as preocupações.
“Acho que acabei por aqui, Mel.
Vamos?”
Apenas assenti com cabeça, ansiosa
para começar a trabalhar.
Já dentro do carro decidi ser um
pouco mais profissional.
“O que exatamente eu vou fazer? Como
posso ajudar?”
“Como você não conhece o trabalho de
campo é melhor que fique comigo apenas observando por enquanto. Posso pedir que
ajude em algumas coisas, mas sempre vou explicar os procedimentos corretos para
você.”
“O que está sendo feito lá
exatamente?”
“Até o momento não tivemos muitos
progressos. Natália está tentando traduzir os escritos da parede, mas é uma
linguagem totalmente desconhecida, não se encaixa em nenhum padrão que conheçamos.”
“Então não houve muitos avanços
desde que fiquei presa lá?”
“Não. Encontramos alguns artefatos
de valor histórico, mas que nada acrescentam em nossa pesquisa real. Precisamos
que Natália nos diga o que está escrito naquela parede para prosseguirmos.”
“E se os escritos não forem tão
importantes assim? Se houver mais atrás daquela parede?”
Não sei por que disse aquilo; foi um
impulso incontrolável.
“Talvez seja algo a ser considerado
se continuarmos parados por muito tempo.”
A conversa acabou quando estacionamos em
frente ao castelo. Para chegarmos à caverna, teríamos que seguir a pé. Dei um
gemido de insatisfação, sabia o quanto os raios ultravioletas eram
desconfortáveis.
Antes que pudesse sair, Alex pegou
uma caixa no porta luvas e me entregou.
“Tome, são meus óculos de sol. Não
vai ficar muito elegante, mas ao menos oferecerá algum conforto.”
“Obrigada.”
Coloquei os óculos que ficaram
grandes para o meu rosto e antes que pudesse reclamar que estava ridícula com
eles Alex me deu um beijo de tirar o fôlego.
“Você está tentadora. Vamos antes
que eu desista e leve você para minha casa.”
Adoraria ficar sozinha com ele...
Mas estava decidida a agir de forma profissional! Sebastian não poderia me
acusar de abandonar minhas responsabilidades. Tinha que provar a ele que sabia
separar as coisas. Respirei fundo para me controlar e saí do carro seguindo
Alex.
Mesmo com os óculos a claridade do
dia era desconfortável. Andamos o mais rápido possível sem levantar suspeitas e
logo estávamos no interior da caverna.
O sentimento de pavor que me tomou
da última vez que estivera ali voltou com força. Era como se algo muito ruim
estivesse encerrado naquelas paredes. Era um sentimento diferente. Nunca fora
muito dada a acreditar em intuição, paranormalidade, ocultismo ou seja lá o
nome que as pessoas costumavam dar a isso. Mesmo assim, algo em mim insistia em
dizer para me afastar. Decidi ignorar e seguir em frente.
Alex conferiu alguns trabalhos que
estavam sendo feitos e depois seguimos direto para a parede onde ficavam os
escritos misteriosos. Fixei meus olhos nos símbolos. Não conhecia nenhum, é
claro. Gostaria de saber com que espécie de tinta foram gravados, era bem
diferente de tudo que vira.
“Alex, vocês já descobriram com que
espécie de tinta esses escritos foram gravados?”
“Ainda não. Uma amostra foi enviada
para o laboratório, mas ainda está em análise. No entanto posso assegurar que
não se parece com nada que eu já tenha visto. Por que?”
“Só curiosidade.”
Continuei olhando fixamente para os
símbolos e, talvez devido a falta de luminosidade, meus olhos pareciam estar me
pregando uma peça. Os símbolos começaram e se embaralhar, trocar de lugar e, de
repente, formaram algo parecido com um selo, por alguma razão sabia que era
importante registrar o que estava vendo. Não era boa desenhista, mas faria o
possível.
“Alex, preciso de papel e lápis com
urgência.”
Ele não discutiu comigo, apenas fez
o que pedi.
Milagrosamente consegui reproduzir
exatamente o que estava vendo: um conjunto de símbolos que formavam caracteres
totalmente incomuns aos que já conhecera delimitados por um círculo, como um
selo. Entreguei o desenho para um Alex espantado a me fitar.
“De onde você tirou isto?”
“Estava na parede, você não viu?”
“Mel, a parede continua exatamente a
mesma, nada mudou.”
Olhei para me certificar e percebi
que era verdade, o selo não estava lá.
“Alex, eu não estou louca, os
símbolos dessa parede se modificaram ha alguns minutos atrás; eu vi! Foi este
selo que apareceu.”
“Acredito em você. Mas como sabe que
isto é um selo?”
“Eu apenas sei. É muito estranho. E
pode acreditar: o que diz aí é muito importante!”
“Você não está enlouquecendo, Mel. Já
vi muitas coisas estranhas acontecerem. Vou enviar este desenho para Natália e
pedir que tenha prioridade.”
Então ele saiu me deixando aliviada
por saber que não estava ficando maluca. Por que coisas fora do comum insistiam
em acontecer comigo nos últimos tempos?
Ficar sozinha naquele lugar era
arrepiante. Ainda mais quando as paredes pareciam me chamar, quando pareciam
querer que eu as tocasse. Finalmente não consegui resistir ao apelo e levantei
minha mão esquerda.
Senti um arrepio percorrer meu
corpo. A parede era muito fria e úmida. Consegui sentir desespero e dor vindo
dela, como se ali estivesse encerrado um grande sofrimento. Aos poucos pude
perceber tal sentimento se converter em raiva. Como se algo clamasse por
vingança. Fiquei com medo diante da perversidade ali encerrada.
Tentei me afastar, mas meu corpo se
aproximou ainda mais. Encostei meu rosto na superfície gelada e pude ouvir um
sussurro. Imediatamente saltei para trás. Impossível! Não havia nada vivo
naquele lugar há séculos! Eu devia estar imaginando coisas.
A curiosidade foi maior do que o
medo. Encostei meu ouvido novamente à parede rochosa tentando descobrir o que
estava acontecendo. Pude ouvir claramente o sussurro agora.
“Melissa!... Estávamos esperando por
você! Precisamos de você. Melissa, Melissa.”
Saí correndo daquele lugar sem olhar
para trás. O que afinal estava acontecendo comigo?
Na fuga acabei trombando com Alexander,
que me segurou em um abraço.
“Hei! O que está acontecendo? Do que
você está fugindo?”
Olhei para ele envergonhada antes de
começar a falar. O que ele pensaria de mim quando soubesse?
“Alex, ou eu estou realmente ficando
louca ou tem algo atrás daquela parede que sabe meu nome...”
“Mel, acalme-se e me conte
exatamente o que aconteceu. Confie em mim, você não está louca.”
Contei a ele exatamente o que havia
ocorrido. Alex permanecia em silêncio apenas escutando.
“É possível que você realmente tenha
ouvido algo. Essa caverna é muito antiga. Pode conter segredos ainda
desconhecidos. Não sei explicar exatamente o que está acontecendo. Talvez o
selo nos dê alguma pista. Mas estou convencido de que existe algo atrás daquela
parede. Só gostaria de saber qual é a sua ligação com isso tudo...”
“Eu também gostaria. Nunca sequer
estive na Romênia. Como posso estar ligada a algo encontrado aqui?”
“Você nunca esteve na Romênia, mas é
uma vampira e estamos procurando pelos que deram origem a nossa raça. Pode
haver alguma ligação aí, pode ser uma herança de sangue...”
“Será que Sebastian tem algum
antepassado entre os primeiros?”
“Todos nós temos, Mel. Mas em você
deve haver algo especial...”
“Podemos derrubar a parede?”
“É preciso ir com cautela. Seria
melhor decifrar o selo primeiro.”
Suspirei de alívio. Alex percebeu e
comentou.
“Pensei que estivesse curiosa para
descobrir o que está lá atrás.”
“E estou. Mas confesso que também
estou com medo. Não sei o motivo, mas posso sentir algo ruim nesta caverna. Ela
me dá arrepios!”
“Provavelmente é porque lugares
antigos guardam suas próprias memórias. Não sabemos dizer que tipo de
atrocidades podem ter acontecido aqui, seitas antigas costumavam praticar
rituais macabros...”
“É... Você deve ter razão.”
Assim demos o assunto por encerrado
e prosseguimos vasculhando o local sem encontrar mais nenhuma novidade. Não
paramos para almoçar. Não precisávamos disso. Mas no final da tarde comecei a
sentir minha garganta arder de sede e achei que era hora de dar o sinal
vermelho, afinal havia humanos no local.
“Alex, acho que preciso ir embora. Estou
faminta.”
Ele entendeu a mensagem e deu o
expediente por encerrado e fomos para o carro.
“Você quer agora ou consegue esperar
até chegarmos em casa?”
Sabia que ali teríamos sangue frio e
a idéia não me agradou.
“Consigo esperar.”
Alex sorriu e deu partida no carro.
Dei uma rápida olhada para a trilha
e vi o vento balançar as folhas, ouvi novamente um sussurro.
“Melissa, estamos esperando você.
Venha nos libertar!”
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