sábado, 7 de janeiro de 2012

PUBLICAÇÃO SEMANAL: CAPÍTULO 18


Capítulo 18 – A ressurreição

            Em poucos segundos Alex estava me ajudando a levantar. Resolvi olhar ao redor. A escuridão naquele lugar era tão densa que parecia ser capaz de envolver até mesmo a luz. Demorou um pouco para que meus olhos se acostumassem, a essa altura todos já haviam descido.
            Soltei um suspiro de decepção. Estava esperando uma grande descoberta, algo que nunca vira antes, mas era apenas um corredor apertado, escuro e embolorado. Parecia que nunca chegaríamos a lugar algum. Até quando continuaríamos procurando?
            Senti Alex se aproximar para sussurrar em meu ouvido.
            “Eu sei que pode ser frustrante, mas tenha paciência. Grandes tesouros geralmente estão muito bem escondidos.”
            Então seus lábios roçaram minha orelha e fiquei toda arrepiada. Toda a impaciência desapareceu, só queria estar mais perto dele.
            Não precisamos caminhar muito para encontrarmos uma pesada porta de ferro aparentemente muito reforçada que não combinava com o local. Nela também havia inscrições que Natália imediatamente começou a analisar.
            “É na mesma língua das inscrições anteriores, vai ser moleza.”
            Este comentário animou a todos. Aguardamos em silêncio para deixá-la se concentrar.
            “Pronto. Querem saber o que diz?” Disse em tom de suspense.
            “Por favor!” Respondemos em coro.
            “Aos que chegaram até aqui cabe um último aviso: voltem sem abrir esta porta, pois esta encerra grande mal.”
            Foi Sebastian quem se pronunciou:
            “Só isso? Nenhum enigma para resolvermos?”
            “Sinto desapontá-lo, mas é só o que diz.”
            “Então vamos tentar abrir.”
            Por um segundo pensei em pedir que parássemos, poderíamos simplesmente escutar o aviso e ir embora, mas com certeza era mais uma loucura da minha cabeça. Fiquei observando enquanto Sebastian e Alex trabalhavam para arrastar a pesada porta.
            Desta vez não houve nenhum empecilho. Em poucos instantes a porta estava aberta e um ar pútrido saía de dentro da câmara a nossa frente.
            Fui a última a entrar. Estava tendo uma pequena onda de pavor e precisei recuperar o controle primeiro.
O que meus olhos viram me deixou realmente assustada. Era uma espécie de sala com vários buracos feitos nas paredes e estacas de madeira servindo de grades para fechar tais buracos, o chão também estava forrado dessas mesmas estacas. De dentro dos buracos era possível ver pender mãos e braços ressequidos, a pele e a carne morta deixando transparecer os ossos. Nunca havia visto algo assim. Não sabia se queria chegar mais perto.
Pude ouvir Sebastian e Alex conversando animados.
“Precisamos remover as estacas para ter uma real idéia do que aconteceu aqui.”
“Mas tem que ser feito com muito cuidado. Esta câmara parece ser uma grande armadilha para vampiros.”
“Quantos foram confinados aqui?”
“Ao que parece muitos! E foram deixados aqui ainda vivos.”
“Sim, foram abandonados para morrer de fome.”
Aquilo fez com que me sentisse enojada. Que tipo de criatura merecia ser trancada para morrer desta maneira? Ficar apenas ali esperando pelo fim? Ou pior, que tipo de criatura seria capaz de entregar outros a um destino tão cruel assim?
Sebastian arrancou-me de meus pensamentos:
“Você está bem?”
“Estou. Só um pouco surpresa com tudo isso.”
“Certo, é normal ficar um pouco assustada.”
“Não estou assustada.”
“Ok, então será que pode nos ajudar?”
“Como?”
“Precisamos remover as estacas, colocá-las do lado de fora. São muitas. Vamos precisar trabalhar em equipe.”
Foi um trabalho árduo, pois era necessário que fosse realizado com extremo cuidado ou nos machucaríamos. Enfim todas as estacas do chão foram removidas. Era hora de liberarmos as entradas dos buracos. Antes que pudéssemos iniciar o trabalho Alex decidiu dar mais uma olhada no lugar.
“É preciso tomar muito cuidado. Este tipo de lugar pode guardar armadilhas. Por favor, fiquem atentos.”
Parece que ele estava adivinhando, pois quando Natália retirou uma estaca que estava no buraco mais alto uma imensa tora saiu de uma parede balançando ameaçadoramente em nossa direção. Alex me jogou no chão enquanto Sebastian pulava sobre Natália e ficávamos observando a madeira imensa balançar de um lado para o outro da sala.
Ficamos deitados no chão esperando que a tora perdesse força. Por sorte ninguém foi atingido, pelo menos não gravemente. O braço de Natália estava sangrando, mas era só um arranhão.
Quando finalmente pudemos levantar, os homens retiraram a tora da câmara e fomos fazer a contagem dos corpos. Não eram tantos quanto imaginávamos. A maioria dos buracos estava vazia, como que para confundir invasores. Ao todo eram trinta e dois.
Sebastian disse que precisava retirá-los dali e levar para o laboratório para determinar sexo, condições da morte, estado de conservação em que estavam e outros procedimentos que  pudessem nos revelar suas histórias.
Começamos a remover as estacas que serviam como grades. Não queria olhar diretamente para os corpos. Eles me deixavam nervosa.
Quando estava retirando as estacas do ponto mais alto da câmara percebi que uma delas não saía com facilidade. Coloquei um pouco mais de força e senti algo voar sobre minha cabeça. Não consegui ver o que era. Sebastian e Natália começaram a gritar:
“CUIDADO!”
Em poucos segundos Alex se jogava sobre mim e estávamos dentro do buraco do qual estava retirando as estacas.
O cheiro ali dentro era ainda pior. Sabia que estava tocando tecido morto, aquilo me deixou paralisada. Permaneci de olhos fechados. Podia ouvir o ar ser cortado por algo muito rápido. Mesmo sem reconhecer o que era tinha certeza de que oferecia grande perigo. Aos poucos percebi que meu corpo tremia de medo. Minha voz saiu entrecortada:
“Alex, o que está acontecendo?”
“Acho que você acionou outra armadilha.”
“O que voou sobre a minha cabeça?”
“Uma flecha de madeira, Mel. Elas estão surgindo de todos os lados. É melhor ficarmos aqui por enquanto.”
Não estava gostando de ficar presa naquele buraco. Era como se também estivéssemos sendo enterrados vivos. Para piorar aquele cadáver fedia muito e eu podia sentir seus ossos por todo meu corpo.
“Alex!”
“Mel?”
“Não estou gostando disso.”
“Eu sei! Mas precisamos esperar. Uma hora as flechas terão que acabar.”
“Não estou me referindo às flechas!”
“Do que você não está gostando então?”
“Tem um cadáver sob mim!”
“Hum! Ok! Vamos tentar trocar de posição então.”
O buraco era muito apertado. Enquanto lutávamos para inverter as posições senti que os ossos embaixo de nossos corpos se partiam.
“Você acha que Sebastian vai ficar muito bravo por estarmos destruindo um de seus objetos de pesquisa?”
Ouvi meu pai gritar de algum lugar mais abaixo.
“Eu escutei, viu? Tome mais cuidado!”
Fiz uma careta e fiquei parada. Alex continuou a se mexer.
“Vamos, Mel! Você precisa ajudar um pouco mais. Depois veremos o que pode ser feito para consertar os estragos.”
Quando estava sobre o corpo de Alexander meus músculos relaxaram. Ele começou a traçar círculos suaves em minhas costas, soltei um suspiro de prazer que logo foi interrompido por Sebastian:
“Não é hora para namorar. Precisamos dar um jeito de sair daqui. Alguma idéia, Alex?”
“Deve haver algum dispositivo que desative a armadilha, mas não dá para fazer nada daqui e cima. Mal conseguimos nos mexer.”
Ouvimos a voz de Natália:
“Estou posicionada mais abaixo, posso chegar ao chão com facilidade.”
“Ótimo. Saia de onde está, mas tome o máximo de cuidado, e tente deitar no chão da câmara.”
Houve um instante de silêncio e logo voltamos a ouvir sua voz:
“Ok! Estou posicionada!”
“Tente visualizar todo o ambiente. Procure por alguma reentrância diferente dos buracos nos quais estamos.”
“Certo, vou tentar.”
Dessa vez o silêncio foi maior.
“Alex, estou procurando, mas parece não haver nada. Espere! Tem algo aí em cima. Está há uns três buracos de onde vocês estão.”
“Obrigado, Natália. Vou ter que assumir daqui. Fique onde você está.”
“Ok.”
Alex voltou o azul de seus olhos para mim.
“Mel, preciso sair.”
“Você está louco? Tem flechas voando lá fora, sabia? Você vai se machucar!”
“Precisa confiar em mim, Mel. Se não desativar a armadilha podemos ter que ficar aqui por horas.”
“Por mim tudo bem! Posso ficar horas aqui com você.”
Sebastian resolveu interferir.
“Mel, deixe de ser criança. Alex precisa sair.”
“Mas ele vai se machucar.”
“Ele já é bem grandinho, sabe se cuidar.”
“Então vou junto.”
Alex me olhou perplexo.
“Você perdeu o juízo?”
“Igual a você. Ou paramos isso juntos ou ficamos aqui esperando que as flechas acabem. Se é que elas vão acabar. Pode ser que haja algum mecanismo de realimentação.”
Alex suspirou resignado.
“Está bem. Mas você vai fazer exatamente o que eu disser.”
“Ok.”
Eu iria com ele. Poderia concordar com a parte de obedecer as suas ordens.
“Mel, você vai ter que sair primeiro.”
Comecei a me mexer para ficar mais próxima da saída. Senti uma mão cadavérica tocar minha perna. Aquilo era realmente horrível!
“O que eu faço quando sair?”
“Você vai precisar ser mais rápida que as flechas e pular para o buraco ao lado. Quando chegar lá se coloque em uma posição que me permita entrar também.”
Virei-me devagar e coloquei minha cabeça próxima da saída. Olhei para fora. As flechas não paravam de zunir. Eram muito rápidas. Por um momento pensei que não conseguiria. Mas precisava fazer aquilo, não podia demonstrar fraqueza agora.
Impulsionei meu corpo com toda força que possuía e me colei a parede ao meu redor, agarrada as pequenas reentrâncias que nela haviam. As flechas passavam lambendo minha pele. Uma se enroscou em meu cabelo. Dei mais um impulso e pulei para dentro do buraco ao lado.
“Ufa!”
Eu havia conseguido. Para minha sorte o buraco estava vazio. Mal tive tempo de respirar e Alex já estava agachado ao meu lado.
“Como você conseguiu ser tão rápido?”
Ele deu um sorriso zombeteiro.
“Anos de prática...”
Seu olhar observador retirou a flecha presa em meu cabelo. Eu dei um sorriso sem graça enquanto observava sua expressão se fechar.
“Não foi nada...”
“Mas poderia ter sido... A partir de agora sigo sozinho.”
“Não foi isso que combinamos.” Falei insatisfeita.
“No entanto é assim que vai ser. Mel, não vou arriscar sua segurança.”
Não haveria argumento no mundo para convencê-lo. Ele acabou seguindo sozinho e eu fiquei espionando.
As flechas passavam muito perto, mas Alex era sempre mais rápido. Em poucos segundos estava no lugar que Natália encontrou. Suas mãos ágeis entraram na reentrância, houve um estalo e as flechas cessaram.
Saímos de nossos esconderijos para encontrar um chão totalmente recoberto por madeira. Alex enlaçou minha cintura e me deu um beijo estalado. Sebastian perguntou:
“Estão todos bem?”
Como assentimos com a cabeça ele passou a inventariar os estragos feitos no local. Para nossa sorte parecia que o único corpo a ser danificado foi o que estava sob mim e Alex.
 A descoberta precisava ser mantida em segredo, afinal estávamos falando de cadáveres vampiros. Tivemos então que nos dividir. Sebastian e Alex ficaram no local para cuidar da retirada e transporte dos corpos e Natália e eu fomos para o laboratório cuidar que não houvesse humanos no local e mandar os demais vampiros para ajudar com o equipamento necessário.
Foi um trabalho demorado. Quando todos os corpos foram transportados para o laboratório estávamos todos nos sentindo cansados, se é que isso fosse possível. Saímos em grupos para cuidar melhor da nossa alimentação e depois todos retornaram ao trabalho.
Não havia muito o que eu pudesse fazer. Essa era uma tarefa para peritos. Fiquei andando de uma sala à outra prestando algum auxílio, mas já estava começando a ficar entediada. Queria passar algum tempo com Alex, mas não podia pedir isso a ele. Resolvi ver se ele precisava de alguma ajuda.
Alex ficou feliz em me receber, seu sorriso radiante  demonstrava  isso. Coloquei-me a um canto da sala e procurei não atrapalhar. Era fascinante observá-lo trabalhar, ficava ainda mais bonito. Só desviava o olhar por alguns segundos para encontrar o meu, depois ficava totalmente concentrado novamente. Seus olhos nunca perdiam o foco e a forma como retirava o cabelo da testa enquanto pensava era encantadora. Estava tão absorta em meus pensamentos que a voz suave de Alex fez meu coração acelerar.
“Mel, pode me ajudar aqui?”
“O que?”
“Pode me ajudar?”
“Ah! Sim! O que eu posso fazer?”
“Primeiro chegue mais perto. É só um cadáver, não vai te atacar...”
Fui me aproximando devagar. Conscientemente eu sabia que não havia perigo, mas algo naqueles corpos me deixava apavorada, especialmente este que Alex estava analisando agora.
Ele era diferente dos demais. As primeiras análises revelavam que era do sexo masculino. Por ser um vampiro não podiam precisar sua idade, só era possível dizer que teve seu envelhecimento interrompido por volta dos 29 anos. Era maior que os demais, possuía cabelos compridos e caninos muito grandes. Vestia roupas luxuosas. Era possível identificar tecidos finos pintados a mão e recobertos de ouro. Trazia um grande anel na mão esquerda. Alex disse que era um símbolo de poder. Provavelmente ele deveria ter sido o chefe de um clã.
“Mel, gostaria que você me ajudasse, mas antes preciso saber se consegue realizar a tarefa.”
“Então me diga o que preciso fazer.”
“O peito dele está incrustado de pequenos dardos de madeira, preciso que segure a pele enquanto os retiro com a pinça.”
Teria que colocar a mão naquilo? Senti meu estômago revirar, mas não queria demonstrar fraqueza.
“Só me mostre como e eu ajudarei.”
Alex não perdeu tempo. Mostrou-me como deveria posicionar as mãos e se virou para pegar a pinça.
Não queria olhar para o que teria que fazer. Fui me aproximando com os olhos focados na parede. A pele não era agradável de tocar, estava completamente ressequida, parecia que iria quebrar ao toque.
“Seja delicada, Mel. O corpo está muito deteriorado.”
Como se fosse fácil lembrar de ser delicada em tal situação! Concentrei-me ao máximo para não fazer nenhuma besteira.
No início até que não foi tão difícil, mas conforme Alex retirava os dardos comecei ter a impressão de que a pele se mexia sob minhas mãos, como se o tecido estivesse respirando. Senti uma enorme vontade de sair correndo, mas mantive o controle.
O clima estava tenso e meu desconforto era grande. Tive a nítida impressão que um dos braços se moveu. Dei um grito e retirei as mãos com um pulo, meu movimento pegou Alex de surpresa e a pinça que estava em suas mãos acabou cravada em minha mão direita.
Enquanto o sangue escorria sobre o cadáver Alex recuperou-se da surpresa e me arrastou para uma cadeira.
“Desculpe, Mel. Não sei como isso foi acontecer.”
Ele estava transtornado. Não consegui entender o motivo, nem estava doendo.
“Tudo bem, a culpa foi minha, me assustei e agi sem pensar.”
“Não devia ter pedido para que me ajudasse. Deixe-me ver sua mão.”
“Vocês precisam parar de me tratar como uma inútil sabia? Apenas levei um susto. Sou perfeitamente capaz de ajudar!”
Ele decidiu não discutir comigo. Pegou minha mão e retirou a pinça. A cicatrização começou imediatamente. Em pouco segundos era como se nada houvesse acontecido.
“Viu? Não foi tão grave assim.”
“Mesmo assim a feri.”
Alex estava muito chateado com a situação. Impulsivamente o abracei. Fogo surgiu entre nós e começamos a nos beijar, esquecidos de tudo ao nosso redor. Nem vimos Natália entrar.
“Humhum! Acho que os dois pombinhos estão precisando de uma folga, tomar um ar fresco...”
Olhamos para ela surpresos. Eu estava envergonhada.
“Não adianta discutir, vão dar uma volta. Todos nós vamos. Estamos famintos e precisando mudar de ares. Ordens de Sebastian. Vocês tem duas horas.”
O tempo pareceu voar. Mal conseguimos chegar até a casa de Alex e consumirmos um pouco do que havia no freezer e o celular já nos avisava que precisávamos voltar. Acabamos nos atrasando, pois não resistimos a namorar no caminho. Quando chegamos todos estavam nos esperando na entrada do laboratório agitadíssimos.
Foi Sebastian quem se pronunciou:
“Onde vocês estavam?”
“Espera aí, pai! Não estamos tão atrasados assim.”
“Vinte e seis minutos para mim já é um grande atraso.”
Alex decidiu tomar a frente.
“Calma. Sebastian! Estamos aqui. O que aconteceu?”
“Eles sumiram.”
“Quem exatamente são “eles”?”
“O corpo que você estava trabalhando mais dois em que eu estava.”
“Como assim sumiram?”
“Não sei. Eles simplesmente desapareceram.”
“Sebastian, cadáveres não desaparecem! É impossível!”
“Eu sei, mas quando chegamos não havia nem vestígio deles.”
“Alguém deve ter entrado em nossa ausência. Fomos roubados!”
“Não havia sinal de arrombamento. As portas estavam trancadas e o alarme ligado.”
“Algum funcionário pode ter voltado e ficado curioso com o que encontrou?”
“Se isso fosse verdade ele precisaria de macas para carregar os corpos e de transporte. Nada está fora do lugar e não há marcas de pneu na estrada.”
“É melhor nos dividirmos para investigar. Mel e eu vamos ver as salas onde os corpos estavam novamente, ainda não estivemos lá e podemos ver algo que tenha passado despercebido. Sebastian e Natália podem vasculhar o exterior, ver se existe algum sinal de que alguém além de nós esteve aqui. Os demais podem verificar se algo sumiu do laboratório.”
Todos concordaram. Então saímos para investigar.
Enquanto todos assumiam seus postos, eu pude ouvir uma gargalhada de satisfação.
“Finalmente livres! Melissa, você conseguiu.”
Tentei disfarçar o tremor. Olhei ao meu redor e percebi que ninguém mais havia ouvido. Eu realmente era maluca, não tinha outra explicação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário