Capítulo 18 – A ressurreição
Em poucos segundos Alex estava me
ajudando a levantar. Resolvi olhar ao redor. A escuridão naquele lugar era tão
densa que parecia ser capaz de envolver até mesmo a luz. Demorou um pouco para
que meus olhos se acostumassem, a essa altura todos já haviam descido.
Soltei um suspiro de decepção.
Estava esperando uma grande descoberta, algo que nunca vira antes, mas era
apenas um corredor apertado, escuro e embolorado. Parecia que nunca chegaríamos
a lugar algum. Até quando continuaríamos procurando?
Senti Alex se aproximar para
sussurrar em meu ouvido.
“Eu sei que pode ser frustrante, mas
tenha paciência. Grandes tesouros geralmente estão muito bem escondidos.”
Então seus lábios roçaram minha
orelha e fiquei toda arrepiada. Toda a impaciência desapareceu, só queria estar
mais perto dele.
Não precisamos caminhar muito para
encontrarmos uma pesada porta de ferro aparentemente muito reforçada que não
combinava com o local. Nela também havia inscrições que Natália imediatamente
começou a analisar.
“É na mesma língua das inscrições
anteriores, vai ser moleza.”
Este comentário animou a todos. Aguardamos
em silêncio para deixá-la se concentrar.
“Pronto. Querem saber o que diz?”
Disse em tom de suspense.
“Por favor!” Respondemos em coro.
“Aos que chegaram até aqui cabe um
último aviso: voltem sem abrir esta porta, pois esta encerra grande mal.”
Foi Sebastian quem se pronunciou:
“Só isso? Nenhum enigma para
resolvermos?”
“Sinto desapontá-lo, mas é só o que
diz.”
“Então vamos tentar abrir.”
Por um segundo pensei em pedir que
parássemos, poderíamos simplesmente escutar o aviso e ir embora, mas com
certeza era mais uma loucura da minha cabeça. Fiquei observando enquanto
Sebastian e Alex trabalhavam para arrastar a pesada porta.
Desta vez não houve nenhum
empecilho. Em poucos instantes a porta estava aberta e um ar pútrido saía de
dentro da câmara a nossa frente.
Fui a última a entrar. Estava tendo
uma pequena onda de pavor e precisei recuperar o controle primeiro.
O
que meus olhos viram me deixou realmente assustada. Era uma espécie de sala com
vários buracos feitos nas paredes e estacas de madeira servindo de grades para
fechar tais buracos, o chão também estava forrado dessas mesmas estacas. De
dentro dos buracos era possível ver pender mãos e braços ressequidos, a pele e
a carne morta deixando transparecer os ossos. Nunca havia visto algo assim. Não
sabia se queria chegar mais perto.
Pude
ouvir Sebastian e Alex conversando animados.
“Precisamos
remover as estacas para ter uma real idéia do que aconteceu aqui.”
“Mas
tem que ser feito com muito cuidado. Esta câmara parece ser uma grande
armadilha para vampiros.”
“Quantos
foram confinados aqui?”
“Ao
que parece muitos! E foram deixados aqui ainda vivos.”
“Sim,
foram abandonados para morrer de fome.”
Aquilo
fez com que me sentisse enojada. Que tipo de criatura merecia ser trancada para
morrer desta maneira? Ficar apenas ali esperando pelo fim? Ou pior, que tipo de
criatura seria capaz de entregar outros a um destino tão cruel assim?
Sebastian
arrancou-me de meus pensamentos:
“Você
está bem?”
“Estou.
Só um pouco surpresa com tudo isso.”
“Certo,
é normal ficar um pouco assustada.”
“Não
estou assustada.”
“Ok,
então será que pode nos ajudar?”
“Como?”
“Precisamos
remover as estacas, colocá-las do lado de fora. São muitas. Vamos precisar
trabalhar em equipe.”
Foi
um trabalho árduo, pois era necessário que fosse realizado com extremo cuidado
ou nos machucaríamos. Enfim todas as estacas do chão foram removidas. Era hora
de liberarmos as entradas dos buracos. Antes que pudéssemos iniciar o trabalho
Alex decidiu dar mais uma olhada no lugar.
“É
preciso tomar muito cuidado. Este tipo de lugar pode guardar armadilhas. Por
favor, fiquem atentos.”
Parece
que ele estava adivinhando, pois quando Natália retirou uma estaca que estava
no buraco mais alto uma imensa tora saiu de uma parede balançando
ameaçadoramente em nossa direção. Alex me jogou no chão enquanto Sebastian
pulava sobre Natália e ficávamos observando a madeira imensa balançar de um
lado para o outro da sala.
Ficamos
deitados no chão esperando que a tora perdesse força. Por sorte ninguém foi
atingido, pelo menos não gravemente. O braço de Natália estava sangrando, mas
era só um arranhão.
Quando
finalmente pudemos levantar, os homens retiraram a tora da câmara e fomos fazer
a contagem dos corpos. Não eram tantos quanto imaginávamos. A maioria dos
buracos estava vazia, como que para confundir invasores. Ao todo eram trinta e
dois.
Sebastian
disse que precisava retirá-los dali e levar para o laboratório para determinar
sexo, condições da morte, estado de conservação em que estavam e outros
procedimentos que pudessem nos revelar
suas histórias.
Começamos
a remover as estacas que serviam como grades. Não queria olhar diretamente para
os corpos. Eles me deixavam nervosa.
Quando
estava retirando as estacas do ponto mais alto da câmara percebi que uma delas
não saía com facilidade. Coloquei um pouco mais de força e senti algo voar
sobre minha cabeça. Não consegui ver o que era. Sebastian e Natália começaram a
gritar:
“CUIDADO!”
Em
poucos segundos Alex se jogava sobre mim e estávamos dentro do buraco do qual
estava retirando as estacas.
O
cheiro ali dentro era ainda pior. Sabia que estava tocando tecido morto, aquilo
me deixou paralisada. Permaneci de olhos fechados. Podia ouvir o ar ser cortado
por algo muito rápido. Mesmo sem reconhecer o que era tinha certeza de que
oferecia grande perigo. Aos poucos percebi que meu corpo tremia de medo. Minha
voz saiu entrecortada:
“Alex,
o que está acontecendo?”
“Acho
que você acionou outra armadilha.”
“O
que voou sobre a minha cabeça?”
“Uma
flecha de madeira, Mel. Elas estão surgindo de todos os lados. É melhor
ficarmos aqui por enquanto.”
Não
estava gostando de ficar presa naquele buraco. Era como se também estivéssemos
sendo enterrados vivos. Para piorar aquele cadáver fedia muito e eu podia
sentir seus ossos por todo meu corpo.
“Alex!”
“Mel?”
“Não
estou gostando disso.”
“Eu
sei! Mas precisamos esperar. Uma hora as flechas terão que acabar.”
“Não
estou me referindo às flechas!”
“Do
que você não está gostando então?”
“Tem
um cadáver sob mim!”
“Hum!
Ok! Vamos tentar trocar de posição então.”
O
buraco era muito apertado. Enquanto lutávamos para inverter as posições senti
que os ossos embaixo de nossos corpos se partiam.
“Você
acha que Sebastian vai ficar muito bravo por estarmos destruindo um de seus
objetos de pesquisa?”
Ouvi
meu pai gritar de algum lugar mais abaixo.
“Eu
escutei, viu? Tome mais cuidado!”
Fiz
uma careta e fiquei parada. Alex continuou a se mexer.
“Vamos,
Mel! Você precisa ajudar um pouco mais. Depois veremos o que pode ser feito
para consertar os estragos.”
Quando
estava sobre o corpo de Alexander meus músculos relaxaram. Ele começou a traçar
círculos suaves em minhas costas, soltei um suspiro de prazer que logo foi
interrompido por Sebastian:
“Não
é hora para namorar. Precisamos dar um jeito de sair daqui. Alguma idéia,
Alex?”
“Deve
haver algum dispositivo que desative a armadilha, mas não dá para fazer nada
daqui e cima. Mal conseguimos nos mexer.”
Ouvimos
a voz de Natália:
“Estou
posicionada mais abaixo, posso chegar ao chão com facilidade.”
“Ótimo.
Saia de onde está, mas tome o máximo de cuidado, e tente deitar no chão da
câmara.”
Houve
um instante de silêncio e logo voltamos a ouvir sua voz:
“Ok!
Estou posicionada!”
“Tente
visualizar todo o ambiente. Procure por alguma reentrância diferente dos
buracos nos quais estamos.”
“Certo,
vou tentar.”
Dessa
vez o silêncio foi maior.
“Alex,
estou procurando, mas parece não haver nada. Espere! Tem algo aí em cima. Está
há uns três buracos de onde vocês estão.”
“Obrigado,
Natália. Vou ter que assumir daqui. Fique onde você está.”
“Ok.”
Alex
voltou o azul de seus olhos para mim.
“Mel,
preciso sair.”
“Você
está louco? Tem flechas voando lá fora, sabia? Você vai se machucar!”
“Precisa
confiar em mim, Mel. Se não desativar a armadilha podemos ter que ficar aqui
por horas.”
“Por
mim tudo bem! Posso ficar horas aqui com você.”
Sebastian
resolveu interferir.
“Mel,
deixe de ser criança. Alex precisa sair.”
“Mas
ele vai se machucar.”
“Ele
já é bem grandinho, sabe se cuidar.”
“Então
vou junto.”
Alex
me olhou perplexo.
“Você
perdeu o juízo?”
“Igual
a você. Ou paramos isso juntos ou ficamos aqui esperando que as flechas acabem.
Se é que elas vão acabar. Pode ser que haja algum mecanismo de realimentação.”
Alex
suspirou resignado.
“Está
bem. Mas você vai fazer exatamente o que eu disser.”
“Ok.”
Eu
iria com ele. Poderia concordar com a parte de obedecer as suas ordens.
“Mel,
você vai ter que sair primeiro.”
Comecei
a me mexer para ficar mais próxima da saída. Senti uma mão cadavérica tocar
minha perna. Aquilo era realmente horrível!
“O
que eu faço quando sair?”
“Você
vai precisar ser mais rápida que as flechas e pular para o buraco ao lado.
Quando chegar lá se coloque em uma posição que me permita entrar também.”
Virei-me
devagar e coloquei minha cabeça próxima da saída. Olhei para fora. As flechas
não paravam de zunir. Eram muito rápidas. Por um momento pensei que não
conseguiria. Mas precisava fazer aquilo, não podia demonstrar fraqueza agora.
Impulsionei
meu corpo com toda força que possuía e me colei a parede ao meu redor, agarrada
as pequenas reentrâncias que nela haviam. As flechas passavam lambendo minha
pele. Uma se enroscou em meu cabelo. Dei mais um impulso e pulei para dentro do
buraco ao lado.
“Ufa!”
Eu
havia conseguido. Para minha sorte o buraco estava vazio. Mal tive tempo de
respirar e Alex já estava agachado ao meu lado.
“Como
você conseguiu ser tão rápido?”
Ele
deu um sorriso zombeteiro.
“Anos
de prática...”
Seu
olhar observador retirou a flecha presa em meu cabelo. Eu dei um sorriso sem
graça enquanto observava sua expressão se fechar.
“Não
foi nada...”
“Mas
poderia ter sido... A partir de agora sigo sozinho.”
“Não
foi isso que combinamos.” Falei insatisfeita.
“No
entanto é assim que vai ser. Mel, não vou arriscar sua segurança.”
Não
haveria argumento no mundo para convencê-lo. Ele acabou seguindo sozinho e eu
fiquei espionando.
As
flechas passavam muito perto, mas Alex era sempre mais rápido. Em poucos
segundos estava no lugar que Natália encontrou. Suas mãos ágeis entraram na
reentrância, houve um estalo e as flechas cessaram.
Saímos
de nossos esconderijos para encontrar um chão totalmente recoberto por madeira.
Alex enlaçou minha cintura e me deu um beijo estalado. Sebastian perguntou:
“Estão
todos bem?”
Como
assentimos com a cabeça ele passou a inventariar os estragos feitos no local.
Para nossa sorte parecia que o único corpo a ser danificado foi o que estava
sob mim e Alex.
A descoberta precisava ser mantida em segredo,
afinal estávamos falando de cadáveres vampiros. Tivemos então que nos dividir.
Sebastian e Alex ficaram no local para cuidar da retirada e transporte dos corpos
e Natália e eu fomos para o laboratório cuidar que não houvesse humanos no
local e mandar os demais vampiros para ajudar com o equipamento necessário.
Foi
um trabalho demorado. Quando todos os corpos foram transportados para o
laboratório estávamos todos nos sentindo cansados, se é que isso fosse possível.
Saímos em grupos para cuidar melhor da nossa alimentação e depois todos
retornaram ao trabalho.
Não
havia muito o que eu pudesse fazer. Essa era uma tarefa para peritos. Fiquei
andando de uma sala à outra prestando algum auxílio, mas já estava começando a
ficar entediada. Queria passar algum tempo com Alex, mas não podia pedir isso a
ele. Resolvi ver se ele precisava de alguma ajuda.
Alex
ficou feliz em me receber, seu sorriso radiante
demonstrava isso. Coloquei-me a
um canto da sala e procurei não atrapalhar. Era fascinante observá-lo
trabalhar, ficava ainda mais bonito. Só desviava o olhar por alguns segundos
para encontrar o meu, depois ficava totalmente concentrado novamente. Seus
olhos nunca perdiam o foco e a forma como retirava o cabelo da testa enquanto
pensava era encantadora. Estava tão absorta em meus pensamentos que a voz suave
de Alex fez meu coração acelerar.
“Mel,
pode me ajudar aqui?”
“O
que?”
“Pode
me ajudar?”
“Ah!
Sim! O que eu posso fazer?”
“Primeiro
chegue mais perto. É só um cadáver, não vai te atacar...”
Fui
me aproximando devagar. Conscientemente eu sabia que não havia perigo, mas algo
naqueles corpos me deixava apavorada, especialmente este que Alex estava
analisando agora.
Ele
era diferente dos demais. As primeiras análises revelavam que era do sexo
masculino. Por ser um vampiro não podiam precisar sua idade, só era possível
dizer que teve seu envelhecimento interrompido por volta dos 29 anos. Era maior
que os demais, possuía cabelos compridos e caninos muito grandes. Vestia roupas
luxuosas. Era possível identificar tecidos finos pintados a mão e recobertos de
ouro. Trazia um grande anel na mão esquerda. Alex disse que era um símbolo de
poder. Provavelmente ele deveria ter sido o chefe de um clã.
“Mel,
gostaria que você me ajudasse, mas antes preciso saber se consegue realizar a
tarefa.”
“Então
me diga o que preciso fazer.”
“O
peito dele está incrustado de pequenos dardos de madeira, preciso que segure a
pele enquanto os retiro com a pinça.”
Teria
que colocar a mão naquilo? Senti meu estômago revirar, mas não queria
demonstrar fraqueza.
“Só
me mostre como e eu ajudarei.”
Alex
não perdeu tempo. Mostrou-me como deveria posicionar as mãos e se virou para
pegar a pinça.
Não
queria olhar para o que teria que fazer. Fui me aproximando com os olhos
focados na parede. A pele não era agradável de tocar, estava completamente
ressequida, parecia que iria quebrar ao toque.
“Seja
delicada, Mel. O corpo está muito deteriorado.”
Como
se fosse fácil lembrar de ser delicada em tal situação! Concentrei-me ao máximo
para não fazer nenhuma besteira.
No
início até que não foi tão difícil, mas conforme Alex retirava os dardos
comecei ter a impressão de que a pele se mexia sob minhas mãos, como se o
tecido estivesse respirando. Senti uma enorme vontade de sair correndo, mas
mantive o controle.
O
clima estava tenso e meu desconforto era grande. Tive a nítida impressão que um
dos braços se moveu. Dei um grito e retirei as mãos com um pulo, meu movimento
pegou Alex de surpresa e a pinça que estava em suas mãos acabou cravada em
minha mão direita.
Enquanto
o sangue escorria sobre o cadáver Alex recuperou-se da surpresa e me arrastou
para uma cadeira.
“Desculpe,
Mel. Não sei como isso foi acontecer.”
Ele
estava transtornado. Não consegui entender o motivo, nem estava doendo.
“Tudo
bem, a culpa foi minha, me assustei e agi sem pensar.”
“Não
devia ter pedido para que me ajudasse. Deixe-me ver sua mão.”
“Vocês
precisam parar de me tratar como uma inútil sabia? Apenas levei um susto. Sou
perfeitamente capaz de ajudar!”
Ele
decidiu não discutir comigo. Pegou minha mão e retirou a pinça. A cicatrização
começou imediatamente. Em pouco segundos era como se nada houvesse acontecido.
“Viu?
Não foi tão grave assim.”
“Mesmo
assim a feri.”
Alex
estava muito chateado com a situação. Impulsivamente o abracei. Fogo surgiu
entre nós e começamos a nos beijar, esquecidos de tudo ao nosso redor. Nem
vimos Natália entrar.
“Humhum!
Acho que os dois pombinhos estão precisando de uma folga, tomar um ar fresco...”
Olhamos
para ela surpresos. Eu estava envergonhada.
“Não
adianta discutir, vão dar uma volta. Todos nós vamos. Estamos famintos e
precisando mudar de ares. Ordens de Sebastian. Vocês tem duas horas.”
O
tempo pareceu voar. Mal conseguimos chegar até a casa de Alex e consumirmos um
pouco do que havia no freezer e o celular já nos avisava que precisávamos
voltar. Acabamos nos atrasando, pois não resistimos a namorar no caminho.
Quando chegamos todos estavam nos esperando na entrada do laboratório
agitadíssimos.
Foi
Sebastian quem se pronunciou:
“Onde
vocês estavam?”
“Espera
aí, pai! Não estamos tão atrasados assim.”
“Vinte
e seis minutos para mim já é um grande atraso.”
Alex
decidiu tomar a frente.
“Calma.
Sebastian! Estamos aqui. O que aconteceu?”
“Eles
sumiram.”
“Quem
exatamente são “eles”?”
“O
corpo que você estava trabalhando mais dois em que eu estava.”
“Como
assim sumiram?”
“Não
sei. Eles simplesmente desapareceram.”
“Sebastian,
cadáveres não desaparecem! É impossível!”
“Eu
sei, mas quando chegamos não havia nem vestígio deles.”
“Alguém
deve ter entrado em nossa ausência. Fomos roubados!”
“Não
havia sinal de arrombamento. As portas estavam trancadas e o alarme ligado.”
“Algum
funcionário pode ter voltado e ficado curioso com o que encontrou?”
“Se
isso fosse verdade ele precisaria de macas para carregar os corpos e de
transporte. Nada está fora do lugar e não há marcas de pneu na estrada.”
“É
melhor nos dividirmos para investigar. Mel e eu vamos ver as salas onde os
corpos estavam novamente, ainda não estivemos lá e podemos ver algo que tenha
passado despercebido. Sebastian e Natália podem vasculhar o exterior, ver se
existe algum sinal de que alguém além de nós esteve aqui. Os demais podem
verificar se algo sumiu do laboratório.”
Todos
concordaram. Então saímos para investigar.
Enquanto
todos assumiam seus postos, eu pude ouvir uma gargalhada de satisfação.
“Finalmente
livres! Melissa, você conseguiu.”
Tentei
disfarçar o tremor. Olhei ao meu redor e percebi que ninguém mais havia ouvido.
Eu realmente era maluca, não tinha outra explicação.
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